
O dia de hoje, 9 de abril de 2026, marca uma data histórica para a saúde pública do Amazonas. As gêmeas siamesas Eliza e Yasmin comemoram seu primeiro aniversário, um ano após protagonizarem um dos casos médicos mais complexos da rede estadual. Unidas pelo tórax ao nascer na Maternidade Ana Braga, as irmãs tornaram-se símbolo de superação e da eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS).
Uma jornada de alta complexidade
A trajetória das meninas começou com um pré-natal rigoroso na Maternidade Nazira Daou. A mãe, Elizandra da Costa, veio de Monte Alegre (PA) para buscar a assistência especializada da capital amazonense. O nascimento mobilizou mais de 100 profissionais e exigiu exames detalhados na Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes (FHCFM) para traçar o plano que salvaria a vida das bebês.
O sucesso da separação ocorreu em 13 de maio de 2025, no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. O procedimento, liderado pelo cirurgião Zacharias Calil, foi viabilizado pelo programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), demonstrando a força da cooperação interestadual.
Recuperação e os primeiros passos
Após 107 dias de internação, as gêmeas siamesas retornaram a Manaus em agosto de 2025. Elas receberam suporte do programa Melhor em Casa e acompanhamento em cardiopediatria. Hoje, já de volta ao Pará, a evolução surpreende a família. “A Eliza já está ficando em pé e a Yasmin já dá seus primeiros passinhos. Elas estão vivendo uma vida estável”, celebra a mãe, Elizandra.
A secretária de Saúde, Nayara Maksoud, reforça que o caso consolida o Amazonas como referência em alta complexidade na região Norte. O nascimento foi um feito histórico para a Maternidade Ana Braga, que não registrava um caso de siameses há duas décadas.





