A banda punk Dead Fish se apresentou no #SouManaus Passo a Paço 2026, neste domingo (6), levando seus grandes sucessos do hardcore ao público do festival. Antes da apresentação, artistas amazonenses ocuparam o palco e destacaram a identidade, a ancestralidade e a valorização da cultura local.
O vocalista do Dead Fish, Rodrigo Lima, afirmou que reencontrar fãs em Manaus e perceber a presença de novas gerações acompanhando o trabalho da banda é “um milagre” proporcionado pela arte. Segundo ele, a apresentação no #SouManaus 2026 teve um significado especial para o grupo.
“A gente tem uma história com a cidade já. A gente já vem a Manaus há mais de 20 anos e tocar nesse festival gratuito, num lugar tão simbólico da cidade, para a gente é mega importante. A gente não vem há alguns anos, vai ser uma noite muito especial para a gente”, disse.
O engenheiro Arthur Porto, de 40 anos, também destacou a importância de acompanhar a apresentação do Dead Fish ao vivo em Manaus.
“O show do Dead Fish é muito bom, é um momento único. Então, toda oportunidade que tiver de assistir, eu vou”, afirmou.
Talentos locais ganham espaço no festival
A programação também valorizou artistas da cena local. A DJ Thai classificou sua participação no #SouManaus Passo a Paço 2026 como a realização de um sonho e afirmou que a oportunidade representa um impulso para seu trabalho e permite alcançar novos públicos.
“O sentimento é de total valorização, porque eu não esperava, sinceramente, que eu fosse chamada. Eu só mandei o meu portfólio e me notaram. Isso é surreal, porque eu estou fazendo um trabalho muito bom esses tempos e, finalmente, eu estou tendo um reconhecimento maior”, disse a artista, que participou pela primeira vez de um grande evento.
A DJ Rafa Militão, que já acumula participações no festival, também levou ao palco elementos ligados à identidade e à ancestralidade amazônica. Durante sua apresentação, a cantora amazonense Márcia Siqueira integrou o set da DJ, reforçando a conexão com as raízes caboclas que fazem parte da identidade cultural do Amazonas.
O rapper amazonense Dacota MC também participou da apresentação.
Rafa Militão ressaltou que o espaço destinado aos artistas locais pelo #SouManaus representa uma oportunidade de fortalecer e apresentar a cultura ancestral para novas gerações.
“Quando a gente usa o rap para reforçar as nossas raízes, a gente contribui para o futuro dessas crianças que subiram no palco com a gente hoje. A Márcia Siqueira junto comigo tem essa significância enorme, porque eu sou muito fã dela e já era um sonho um trabalho com ela. Eu acho que é essa grande construção de coletividade, o futuro é ancestral e coletivo”, afirmou.
A valorização dos artistas amazonenses é uma das prioridades destacadas pela gestão do prefeito Renato Junior. Nesta edição, o #SouManaus Passo a Paço 2026 reúne a maior quantidade de artistas do Amazonas desde a criação do festival, ampliando o espaço para diferentes expressões da produção cultural local.





