
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) celebrou um marco para a biodiversidade no sul do estado. Entre os dias 02 e 09 de abril, o órgão realizou a soltura de quelônios em duas Unidades de Conservação que integram o Mosaico do Apuí. Ao todo, 2.528 filhotes das espécies tartaruga-da-amazônia e tracajá retornaram aos rios da região.
Preservação no Corredor Ecológico
A ação ocorreu na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Aripuanã e na Reserva Extrativista (Resex) do Guariba. O trabalho é fundamental para garantir a sobrevivência das espécies no chamado “arco do desmatamento”.
Segundo Aldeíza Lago, gestora do Mosaico do Apuí, o sucesso da iniciativa deve-se à participação local. “Trabalhar com a soltura de quelônios é garantir o fortalecimento de um modelo de conservação que envolve diretamente as comunidades”, pontuou.
Metodologia Pé-de-Pincha
O monitoramento utiliza a técnica Pé-de-Pincha, desenvolvida pela Ufam. O processo inclui:
- Identificação de ninhos: Localização nos “tabuleiros” às margens dos rios.
- Manejo seguro: Coleta e replantio de ovos em chocadeiras protegidas.
- Desenvolvimento: Monitoramento constante para evitar predadores.
- Fortalecimento: Permanência em tanques até que o casco esteja rígido o suficiente para a vida livre.
Apoio financeiro e o Mosaico do Apuí
A atividade conta com recursos do Programa Arpa, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e gerido pelo Funbio. O Mosaico do Apuí, instituído em 2005, soma 2,6 milhões de hectares e funciona como uma barreira estratégica contra a degradação da floresta amazônica.





