sábado, abril 25

Vírus respiratórios no Amazonas: FVS-RCP alerta para alta de casos em crianças

Com o avanço do período chuvoso no estado, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) emitiu, nesta segunda-feira (06/04), um alerta sobre o aumento na circulação de vírus respiratórios no Amazonas. O cenário exige atenção redobrada, especialmente com o público infantil e idosos, que representam a maioria dos atendimentos recentes.

Públicos prioritários e sintomas

Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a procura por assistência médica tem se concentrado em extremos de idade: idosos e crianças menores de 4 anos. Os sintomas predominantes incluem febre, tosse e desconforto respiratório. No caso das crianças, quadros de diarreia também têm sido observados.

“A vacinação em dia e a higiene das mãos são as barreiras mais eficazes. É fundamental buscar atendimento de saúde caso os sintomas persistam”, reforça Tatyana.

Vacinação como estratégia de defesa

Para conter o avanço dos vírus respiratórios no Amazonas, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza imunizantes estratégicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Atualmente, as frentes de vacinação incluem:

  • Influenza: Disponível para os grupos prioritários nos postos.
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): Direcionado a gestantes.
  • Nirsevimabe: Anticorpo específico para bebês prematuros.
  • Covid-19: Atualização do esquema vacinal conforme calendário oficial.

Dados epidemiológicos de 2026

O boletim mais recente aponta que, em 2026, o Amazonas já notificou 1.609 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desse total, 554 foram confirmados para agentes virais. Até o momento, o estado registrou dois óbitos, ambos causados pela Influenza A.

Nas últimas três semanas, o impacto nas crianças foi severo: menores de 5 anos concentraram mais de 72% das ocorrências registradas. De acordo com as análises do Laboratório Central (Lacen-AM), o rinovírus (30,6%) e o Vírus Sincicial Respiratório (29,3%) são os agentes com maior prevalência nas amostras coletadas.

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