
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) deu um passo decisivo para o controle e a eliminação da malária no estado. Nesta sexta-feira (10/04), em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Porto Velho, foi concluída a implantação da tafenoquina pediátrica em Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus). Além da introdução do medicamento, a iniciativa promoveu a capacitação de aproximadamente 100 profissionais de saúde da região.
Inovação no tratamento e segurança do paciente
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, enfatizou que a chegada da nova tecnologia reforça o enfrentamento à doença. Segundo a gestora, a implantação da tafenoquina pediátrica é um marco histórico para o tratamento infantil, permitindo que a inovação chegue com segurança e qualidade técnica à ponta do sistema de saúde.
Assistência às populações indígenas e etnia Pirahã
O esforço conjunto também priorizou comunidades vulneráveis, com foco especial nos indígenas de recente contato da etnia Pirahã, no Polo Base Piquiá e outras aldeias vinculadas ao Dsei Porto Velho. As equipes intensificaram a busca ativa de casos e a ampliação do diagnóstico, utilizando a introdução da tafenoquina pediátrica como peça-chave para interromper a transmissão local.
“Estamos garantindo o diagnóstico oportuno e intensificando a vigilância em campo. A introdução da tafenoquina pediátrica é fundamental para a eliminação da malária, pois contribui diretamente para quebrar o ciclo de contágio”, destacou Myrna Barata, gerente de Malária e Hemoparasitos da FVS-RCP.
Ação integrada e cooperação federal
O sucesso da operação em Humaitá é fruto de uma mobilização entre a FVS-RCP, a Coordenação-Geral de Eliminação da Malária (CGEMA) do Ministério da Saúde e as secretarias locais. O objetivo central é consolidar estratégias de prevenção e controle em todo o território indígena, visando metas ambiciosas para a saúde pública do Amazonas.





