
O Centro Educacional Infantil Mirinópolis realizou, nesta sexta-feira (10), o Dia Azul. A ação foi planejada em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), promovendo um ambiente de inclusão, sensibilidade e profunda reflexão entre alunos, professores e familiares.
O evento marcou o encerramento de uma semana inteira de atividades pedagógicas voltadas para a valorização das diferenças e o combate ao preconceito no ambiente escolar.
Arte e Expressão: O Talento dos Alunos em Foco
Um dos pontos altos da programação foi a exposição de telas produzidas por crianças autistas de 3 a 5 anos. Os trabalhos chamaram a atenção pela criatividade e pelo uso de texturas que estimulam a parte sensorial.
A gestora da unidade, Rosiane Siderval, destacou que o trabalho é contínuo. “Fizemos a exposição de arte dos nossos alunos com desenhos que eles desenvolveram na tela. Foi um momento especial para lembrar da importância do respeito. A inclusão é um compromisso que vivemos o ano todo aqui”, afirmou.
Evelyn Pessoa, mãe do aluno Caio Jorge, de 4 anos, expressou sua gratidão pelo projeto. “É importante porque mostra a sensibilidade que eles têm. A escola busca lapidar e descobrir o talento das crianças. Como mãe, fico feliz em saber que meu filho está acolhido”, celebrou.
Apoio Institucional e Reconhecimento
A programação contou com a presença da prefeita em exercício, Vanessa Gonçalves, que reforçou o papel da unidade como modelo de acolhimento. “O Mirinópolis é uma referência. Este é um mês de união, empatia e amor, exatamente o que esta escola propõe. Parabenizo toda a equipe pelo trabalho desenvolvido junto às famílias”, declarou.
A empatia foi o tema central das falas, destacando a necessidade de uma rede de apoio sólida entre o poder público e a comunidade escolar.
Simbolismo e Luta Contra o Preconceito
Para encerrar as atividades, uma soltura de balões azuis coloriu o céu, simbolizando a liberdade e a luta contra o estigma que ainda cerca o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O Dia Azul no Mirinópolis reafirmou que a conscientização do autismo deve ser uma prática diária, garantindo que cada criança seja reconhecida como única e plenamente capaz de se expressar através da educação e da arte.





