sábado, abril 25

Governo alerta para seca severa no Amazonas em 2026

O Governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), realizou nesta terça-feira (14/04) uma reunião estratégica com o setor produtivo. O foco principal foi o alinhamento de dados sobre a vazante no Amazonas em 2026, diante da confirmação da chegada do fenômeno El Niño a partir de maio.

A previsão técnica indica que o estado pode enfrentar um pico de seca antecipado e severo neste ano, potencializado pela crise climática global. O monitoramento contínuo busca mitigar danos à economia, ao meio ambiente e, principalmente, à população amazonense.

Planejamento contra a seca severa

O secretário de Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, destacou que o objetivo é preparar o estado para cenários críticos. “O nosso trabalho é buscar o apoio necessário para que os enfrentamentos ocorram da forma mais natural possível”, afirmou.

A vazante no Amazonas afeta diretamente o transporte e o abastecimento, já que os rios funcionam como as principais rodovias da região. O titular da Sedecti, Gustavo Igrejas, reforçou que o diálogo com a indústria e o agro é vital para evitar prejuízos financeiros e desabastecimento.

Logística e o setor industrial

Para o segmento industrial, a previsibilidade é a palavra-chave. Anderson Chaves, representante da Abraciclo, ressaltou que a cadeia logística depende dos níveis dos rios.

“O rio é a nossa estrada. Quanto mais previsibilidade, melhor o cenário para que se produza e se mantenham os empregos”, declarou.

Investimentos em monitoramento

O governo estadual tem ampliado os investimentos no Centro de Monitoramento e Alerta, permitindo uma visão antecipada dos problemas. A integração entre saúde, educação e setor produtivo é parte da estratégia para aumentar a resiliência do estado frente aos eventos climáticos extremos.

Panorama atual: Municípios em Emergência

Enquanto o estado se prepara para a seca, a Defesa Civil do Amazonas atualizou os dados da cheia atual. Atualmente, 15 municípios estão em situação de emergência, incluindo Boca do Acre, Tabatinga e Carauari. Outros 31 municípios encontram-se em estado de atenção, monitorando o nível das águas para possíveis intervenções.

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