
A construção da nova legislação urbana da capital amazonense avançou nesta semana com a participação ativa do setor produtivo. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus) entregou oficialmente suas sugestões de aperfeiçoamento para o novo Plano Diretor de Manaus. O documento foi recebido pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), marcando um passo decisivo para alinhar o crescimento da cidade às demandas econômicas.
O novo diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, ressaltou que a contribuição chega em um momento crucial. “A gente precisa de um plano que fortaleça a iniciativa privada, que torne a cidade mais pujante e economicamente viável”, pontuou o gestor.
Economia e Desenvolvimento Urbano
Manaus concentra aproximadamente 95% da economia do Amazonas, o que torna a revisão do plano uma pauta de sobrevivência para o mercado. Carlos Valente, secretário executivo do Conselho Municipal de Gestão Estratégica (CMGE), enfatizou que o segmento lojista é um dos maiores indutores de sustentabilidade e desenvolvimento da região.
A proposta de revisão do Plano Diretor de Manaus busca, entre outros pontos, a desburocratização e o estímulo a novos investimentos. Para as entidades de classe, o foco deve estar na modernização que permita o destravamento do desenvolvimento econômico em todas as zonas da capital.
Participação Coletiva e Futuro da Cidade
O processo de revisão, intensificado desde o final de 2025, tem se destacado pela integração inédita entre o poder público e a iniciativa privada. Além do comércio, setores como construção civil, indústria e arquitetura já enviaram contribuições para garantir que o novo texto oriente o crescimento ordenado da metrópole.
A agenda estratégica da Prefeitura de Manaus prevê que as diretrizes abordem desde a mobilidade urbana até o uso do solo. Com a chegada de novas sugestões, o cronograma avança para as próximas fases de debate público e validação técnica, consolidando o que promete ser o mapa do futuro econômico e social da cidade.

