sábado, abril 25

Plano de Bioeconomia do Amazonas avança para fase prática e promete transformar o cenário de investimentos

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) detalhou, nesta quinta-feira (16/04), as novas oportunidades de negócios geradas pelo Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas. Apresentado durante o 117º Meetup Jaraqui Valley, o plano foca em transformar políticas públicas em projetos reais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI).

De acordo com Milena Barker, chefe do Departamento de Bioeconomia da Sedecti, o projeto entra agora em uma etapa de implementação e articulação institucional. O objetivo é garantir que a Bioeconomia do Amazonas saia do papel e alcance as comunidades produtoras na ponta, promovendo a agregação de valor aos insumos da floresta.

Integração com o Polo Industrial de Manaus

Um dos eixos mais ambiciosos do plano é a chamada bioindustrialização. A proposta busca integrar a biodiversidade local ao Polo Industrial de Manaus, incentivando fábricas a utilizarem matérias-primas amazônicas na produção de cosméticos, fármacos e alimentos.

Para que isso ocorra, o governo aposta no fortalecimento das cadeias produtivas locais. O plano prevê investimentos em infraestrutura para que o produtor rural deixe de vender apenas a matéria-prima in natura e passe a comercializar polpas, óleos e extratos de alto valor.

Sustentabilidade e Créditos de Carbono

O horizonte de execução da Bioeconomia do Amazonas vai até 2030 e inclui metas arrojadas de desenvolvimento sustentável. Entre as prioridades estão:

  • Redução de 50% no consumo de diesel, substituindo-o por energia solar e biomassa;
  • Geração de créditos de carbono através da preservação e eficiência energética;
  • Desburocratização do acesso ao patrimônio genético para impulsionar a biotecnologia.

Governança e Inovação

A viabilidade dos projetos depende de parcerias sólidas. Alcian Pereira, diretor da Agência de Inovação da UEA, reforçou a necessidade de conectar competências para que a inovação tecnológica chegue à sociedade.

Já o superintendente adjunto da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, destacou que o futuro da região exige investimentos no Amazonas que sejam estruturantes e inovadores. Na próxima semana, o governo lançará uma consulta pública para que o setor privado e a sociedade civil contribuam com a agenda regulatória e os próximos editais de fomento para P&DI.

Com este novo modelo, o Amazonas busca abandonar a lógica do extrativismo básico para se tornar um hub global de inovação sustentável, onde a riqueza da floresta se traduz em prosperidade econômica distribuída.

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