
A terceira edição do Bar do Boi 2026 transformou o Sambódromo de Manaus em um cenário de profunda emoção e celebração cultural. Sob o tema “Misticismo e Revolução”, a noite de sábado foi marcada por um momento inédito na história do Boi Caprichoso: o encontro de três gerações de pajés — Waldir Santana, Neto Simões e Erick Beltrão — dividindo o mesmo palco.
Gerações de Pajés e a Dimensão Espiritual
O espetáculo do Bar do Boi 2026 foi além da música, trazendo elementos simbólicos que reforçam a importância do pajé como item fundamental do Festival de Parintins. Waldir Santana, veterano que defendeu o item 12 por três décadas, destacou a evolução da função: “Eu sou cultura, poesia e movimento”, afirmou.
A preparação dos artistas envolveu uma forte conexão xamânica, com pedidos de permissão aos espíritos da floresta. Erick Beltrão ressaltou que a noite serviu como uma poderosa valorização dos artistas locais e da história viva do bumbá.
Show e Interação com o Público
A festa contou com o ritmo vibrante da Marujada de Guerra e nomes consagrados como Edmundo Oran e Paulinho Viana. O público, vestindo as cores do movimento azul e branco, acompanhou toadas antológicas até a madrugada.
O ápice da noite ocorreu no encerramento, quando o boi Caprichoso realizou uma procissão cênica em meio à multidão, quebrando a barreira entre palco e arena. Para o espectador Breno Pereira, o momento transcendeu o entretenimento: “Parecia realmente um ritual”.
Como um pilar de resistência cultural no Amazonas, o evento reafirma a grandiosidade da identidade amazônica e antecipa o clima de disputa que tomará conta da Ilha Tupinambarana em junho. A celebração cultural promovida pelo Boi Caprichoso segue como um dos eventos mais aguardados do calendário local.





