
Ademir Ramos
Professor da Ufam
A política editorial da Band Amazonas que direcionou o Debate entre os candidatos ao governo do Amazonas ignorou por completo questões de extrema relevância para o povo do Amazonas.
Não se discutiu o presente e o futuro da Zona Franca de Manaus que é sem duvida a geradora do maior faturamento do Estado, resultando nas garantias de trabalho, emprego e renda em benefício de aproximadamente 600 mil pessoas, bem como, novos investimentos em atenção a novas matrizes econômicas.
Ignorou por completo a questão do transporte coletivo de Manaus que de mês-em-mês os trabalhadores ameaçam grevar por falta de salários e dos benefícios básicos requeridos em convenção coletiva.
Não satisfeito, esqueceram também de pautar a discussão sobre a integração do Estado ao sistema viário nacional que perpassa diretamente pela BR 319.
E assim, entre outras questões, não se sabe se foi por decisão política da Band AM ou por incompetência profissional que esqueceram de discutir o planejamento do Estado como um todo na perspectiva de sua sustentabilidade ambiental e da justiça social tão reivindicado por nossa gente da capital e do interior do Estado que protesta contra o descaso e a irresponsabilidade de seus governantes.
O debate serviu para apresentar o jovem advogado indígena, Isael Munduruku como uma liderança altiva e articulada capaz de enfrentar os cartolas da política do Amazonas falando de um governo participativo, de controle social e justiça distributiva promotora da felicidade pública em prol do povo do nosso Amazonas.

