Ageman conclui primeiro Diagnóstico ESG e estabelece plano com 23 ações

Estudo avalia práticas ambientais, sociais e de governança da agência e propõe medidas para institucionalizar a agenda ESG em até 24 meses
Diagnóstico ESG da Ageman propõe 23 ações

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) concluiu seu primeiro Diagnóstico ESG, ampliando sua atuação na área de sustentabilidade, responsabilidade social e governança. O levantamento aponta que a agência está entre as poucas instituições reguladoras estaduais ou municipais do país identificadas, até o momento, com um programa de ESG em operação.

Elaborado pela Inajá Estratégia Integrada Empresarial – Escola do ESG, o diagnóstico analisou as práticas da Ageman nos pilares ambiental, social e de governança. O trabalho também resultou em um Plano de Ação com 23 recomendações destinadas a aprimorar e institucionalizar iniciativas já desenvolvidas pela agência.

Diagnóstico avaliou práticas da agência

Para elaborar o estudo, foram realizadas entrevistas com servidores e gestores de diferentes áreas da Ageman, além de representantes das concessionárias Águas de Manaus, Manaus Luz e Consórcio Amazônia – Zona Azul.

Também foram analisados contratos de concessão, normativos institucionais, instrumentos de integridade da Prefeitura de Manaus e referências técnicas nacionais relacionadas às práticas ESG.

Segundo Elendrea Cavalcante, da Escola do ESG e responsável pela elaboração do diagnóstico, a Ageman já desenvolve iniciativas alinhadas aos princípios ambientais, sociais e de governança. O próximo desafio é organizar essas ações e transformá-las em uma política institucional.

“A Ageman apresenta uma característica importante: já existem práticas ESG sendo desenvolvidas internamente. O desafio agora é sistematizar essas iniciativas, definir responsabilidades, indicadores e prazos e incorporá-las definitivamente à gestão. Esse movimento é especialmente relevante por partir de uma agência reguladora municipal e pode contribuir como referência para outras instituições do setor”, destaca Elendrea.

Nota aponta estágio de transição

Na escala de maturidade utilizada no diagnóstico, que varia de 1 a 4, a Ageman recebeu nota consolidada de 2,1, classificada como “incipiente, em transição”.

O resultado indica que a agência já possui práticas concretas em funcionamento, mas ainda precisa avançar na estruturação, definição de responsabilidades e institucionalização da agenda ESG.

“Vale ressaltar que, na escala de maturidade utilizada, a nota 2,1 indica que a agência já superou o estágio mais básico e possui práticas concretas em andamento — um resultado consistente para uma primeira avaliação formal, que serve como linha de base para os próximos ciclos”, reforça a consultora.

Entre as ações ambientais já desenvolvidas estão a coleta seletiva na sede da agência e iniciativas de logística reversa realizadas em parceria com cooperativas e empresas especializadas.

Nos aspectos sociais e de governança, o diagnóstico identificou oportunidades de avanço em áreas como clima organizacional, saúde, capacitação, comunicação interna e fortalecimento dos mecanismos de integridade.

Instrumentos da Prefeitura podem apoiar avanços

Um dos principais resultados do levantamento é a constatação de que boa parte dos instrumentos necessários para avançar na agenda ESG já está disponível no âmbito da Prefeitura de Manaus.

Entre esses recursos estão políticas e materiais produzidos pela Controladoria-Geral do Município (CGM). Dessa forma, o principal desafio passa a ser incorporar essas ferramentas à rotina e aos processos institucionais da agência.

Para o diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Bezerra, o diagnóstico representa uma oportunidade de transformar iniciativas existentes em uma política permanente de gestão.

“Estamos dando um passo importante para que a agenda ESG deixe de estar presente apenas em ações específicas e passe a integrar de maneira estruturada o planejamento e os processos da Ageman. Como órgão regulador, entendemos que precisamos aplicar internamente os mesmos princípios de responsabilidade, transparência, sustentabilidade e boa governança que buscamos estimular nos serviços que fiscalizamos”, afirma Ebenezer.

Plano prevê 23 recomendações

Além do diagnóstico, a consultoria entregou à Ageman um Plano de Ação com 23 recomendações distribuídas entre medidas de curto, médio e longo prazo. A previsão é de que as ações sejam executadas em um período de até 24 meses.

Os documentos também deverão servir como base técnica para a elaboração de uma resolução normativa, que poderá ser submetida ao Conselho Municipal de Regulação (CMR).

A proposta é institucionalizar o programa ESG da Ageman e estabelecer diretrizes permanentes para sua implementação.

Ageman busca fortalecer sustentabilidade e governança

A iniciativa amplia a perspectiva da agenda ESG no setor regulatório. Além de acompanhar as práticas adotadas pelas empresas reguladas, a própria agência passa a incorporar os princípios ambientais, sociais e de governança à sua gestão.

Com isso, a Ageman busca fortalecer mecanismos de transparência e integridade, além de ampliar práticas relacionadas à sustentabilidade e à responsabilidade institucional.

By ContextoAm

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