O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) apresentaram, na terça-feira (22), o edital dos Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes. O anúncio ocorreu durante a reunião do pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília.
Na mesma ocasião, os ministérios anunciaram a criação do Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes). As inscrições para a chamada pública dos Ciclos de Saberes começam na sexta-feira (25).
A seleção é destinada a projetos de instituições federais de ensino superior (Ifes) voltados à implementação do Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares.
A iniciativa busca aproximar universidades, escolas públicas e comunidades regionais, promovendo a circulação, a valorização e a transmissão entre gerações de conhecimentos relacionados às culturas tradicionais e populares.
No MEC, a iniciativa é coordenada pela Secretaria de Educação Superior (Sesu). No MinC, a gestão é realizada pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), em articulação com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC).
Integração entre universidade e comunidades
O edital articula políticas de cultura, educação superior, educação básica e extensão universitária, estabelecendo uma proposta de formação contínua que conecta universidades, territórios e escolas públicas.
A iniciativa prevê a participação de mestras e mestres como detentores e transmissores de conhecimentos tradicionais. A proposta combina remuneração, reconhecimento do notório saber, inserção curricular e transmissão intergeracional.
A medida busca fortalecer a diversidade cultural e estabelecer uma relação de intercâmbio entre o conhecimento acadêmico e os saberes tradicionais.
Entre os objetivos da seleção estão a promoção e a difusão dos fazeres das culturas populares brasileiras em articulação com o ensino, a pesquisa e a extensão universitária.
Também estão previstas ações para fortalecer o diálogo entre instituições de ensino, comunidades regionais e escolas públicas, além de ampliar o reconhecimento de mestras e mestres como agentes de formação cultural.
Observatório de políticas culturais
Durante a mesma solenidade, foi anunciado o Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas Ipes.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), a Secretaria de Educação Superior (Sesu) e o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult).
O observatório terá como finalidade produzir dados, indicadores e evidências para contribuir com a formulação e o aprimoramento das políticas culturais desenvolvidas nas universidades e demais instituições públicas de ensino superior.
Entre as ações previstas estão o mapeamento de grupos artísticos, espaços culturais e cursos de formação relacionados à área cultural. Também deverão ser realizadas pesquisas sobre planos institucionais de cultura.
Programa Ciclos de Saberes
O Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares com Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes foi estruturado para conectar a educação superior, a educação básica e os saberes produzidos e preservados pelas comunidades.
A iniciativa prevê a participação de mestras e mestres das culturas tradicionais em atividades acadêmicas de ensino e extensão nas universidades federais.
A proposta inclui remuneração pelos conhecimentos compartilhados, reconhecimento do notório saber e ações voltadas à preservação do patrimônio cultural imaterial brasileiro.
Ao aproximar os conhecimentos acadêmicos dos saberes tradicionais, o programa pretende ampliar os espaços de transmissão cultural e contribuir para a continuidade de práticas, conhecimentos e manifestações que fazem parte da diversidade cultural brasileira.





