Humaitá reúne 300 voluntários para projeto que pode transformar tratamentos no SUS

Iniciativa Genomas Brasil e Genomas SUS coleta amostras para mapear a diversidade genética da população e ampliar a medicina de precisão na Região Norte.
Genomas SUS reúne 300 voluntários em Humaitá

Cerca de 300 moradores de Humaitá, no sul do Amazonas, participaram de uma etapa do projeto Genomas Brasil e Genomas SUS, iniciativa que busca ampliar o conhecimento sobre a diversidade genética da população brasileira e contribuir para tratamentos de saúde mais personalizados.

As coletas de sangue foram realizadas nos dias 13 e 14 de outubro, no Banco de Sangue de Humaitá, anexo ao Hospital Regional Dra. Luiza da Conceição Fernandes. A ação contou com a presença da pesquisadora Ândrea Kely Campos Ribeiro dos Santos, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e responsável pela coordenação do projeto na Região Norte. Em seguida, a equipe deu continuidade ao cronograma em Porto Velho (RO).

Como o estudo pode beneficiar os pacientes

O projeto é desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com centros de pesquisa e busca sequenciar genomas completos de brasileiros de diferentes regiões do país.

A iniciativa pretende reduzir a falta de representatividade genética em estudos científicos, historicamente concentrados em populações de ancestralidade europeia. Na Amazônia, a diversidade genética, marcada por diferentes ancestralidades, pode influenciar a resposta das pessoas a determinados medicamentos.

Um dos focos é a farmacogenômica, área que estuda como as características genéticas influenciam a eficácia e a segurança dos medicamentos. Os dados podem ajudar, no futuro, a orientar tratamentos mais adequados para cada paciente.

O sequenciamento também pode contribuir para identificar predisposições a doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de ampliar pesquisas sobre enfermidades infecciosas relevantes para a Amazônia, como malária e dengue.

Quem pode participar

Na etapa de Humaitá, puderam participar brasileiros natos com 18 anos ou mais que não tivessem recebido transfusão de sangue nos três meses anteriores à coleta.

Com a participação dos voluntários, o projeto amplia a representação genética da população do sul do Amazonas em uma base nacional de pesquisa, com potencial para contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamentos mais individualizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

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