
A equipe do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) reuniu-se, na manhã desta quinta-feira (16/04), para traçar as estratégias de resposta à estiagem no Amazonas. Com previsão de início para o mês de maio, o período seco deste ano deve sofrer influência direta do fenômeno climático El Niño 2026, exigindo ações preventivas no campo.
De acordo com prognósticos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apresentados ao Comitê Técnico-Científico do Governo, a seca pode ser mais severa que a média histórica. Diante disso, o Idam determinou a criação de um plano de contingência para apoiar, prioritariamente, a agricultura familiar e os trabalhadores rurais.
Orientações técnicas e suporte financeiro
A diretora de Assistência Técnica e Extensão Rural do instituto, Nadiele Pacheco, ressaltou que a prioridade é a proatividade. O objetivo é preparar os produtores rurais para o manejo adequado durante a escassez de água, focando em técnicas de irrigação e silagem.
“Estamos estruturando um plano de ação detalhado para orientar sobre o uso de recursos e acesso ao crédito rural. Também trabalharemos em conjunto com a Defesa Civil Amazonas na logística de ajuda humanitária”, explicou a diretora.
Mitigação de prejuízos no campo
Durante a estiagem no Amazonas, o papel do órgão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) torna-se vital. O instituto realizará o levantamento sistemático de perdas agrícolas e emitirá laudos técnicos para facilitar a remissão de débitos de produtores afetados.
O foco é garantir que a informação chegue com clareza ao interior, minimizando os impactos econômicos. “Temos a responsabilidade de levar segurança técnica ao campo para que possamos reagir de forma eficiente à estiagem no Amazonas deste ano”, concluiu a diretora, reforçando o papel do estado na proteção do setor primário.





