
O município de Parintins consolidou-se, nos dias 14 e 15 de abril, como o epicentro da discussão estética no interior do estado. O “Encontro das Artes: intercâmbio de experiências culturais”, parte do projeto Parintins Galeria Cidade Aberta, reuniu artistas e pesquisadores para debater a arte urbana como ferramenta de transformação social.
Promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o evento ocorreu no auditório da UEA Parintins. A programação integra o Circuito da Cultura do Festival de Parintins 2026, reforçando a ilha como um polo de produção artística vibrante e democrático.
O olhar das mulheres e a identidade indígena
Um dos pontos altos do encontro foi a mesa-redonda sobre o protagonismo feminino nas ruas. A jornalista Adria Barbosa destacou que a cidade deve ser vista como um espaço que comunica narrativas femininas e indígenas. Para as artistas locais, como Kamy Wará e Day Cruz, ocupar os muros de Parintins com a arte urbana é uma vitória política e cultural.
“Participar deste projeto sendo mulheres indígenas e ribeirinhas é uma grande conquista. Estamos ocupando espaços e reconstruindo nossas histórias”, afirmou Kamy Wará. O objetivo é que o trabalho realizado por essas artistas sirva de incentivo para que mais jovens parintinenses busquem a formação artística.
Legado e Homenagens
A edição de 2026 do projeto presta uma homenagem especial a Evanil Maciel, precursor da arte urbana na região. Desde sua criação em 2022, o “Galeria Cidade Aberta” já transformou a paisagem local com dezenas de murais que narram a identidade amazônica.
A meta para este ano é ambiciosa: ultrapassar a marca de 60 obras espalhadas pela cidade, consolidando a iniciativa como uma das maiores referências em intervenção urbana do Norte do país.
Com foco na diversidade de expressões, o Governo do Amazonas reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura. Através da arte urbana, Parintins não apenas se prepara para o festival, mas constrói um museu a céu aberto que valoriza o talento dos artistas da terra e fortalece a identidade do povo da floresta.





