
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) atingiu uma marca importante na gestão de resíduos. Até o final de abril de 2026, o órgão registrou o envio de 32 Planos de Logística Reversa (PLRs) por meio do Sisrev-AM, contemplando um total de 731 empresas. Este volume marca o fim do prazo da Portaria nº 22/2026 e abre caminho para a análise técnica dos materiais.
Além dos planos, o instituto recebeu cerca de 100 justificativas de empresas que alegam não se enquadrar nas exigências da legislação atual. Todo esse processo faz parte da implementação do Decreto Estadual nº 50.890/2024, que torna obrigatória a responsabilidade empresarial pelo ciclo de vida dos produtos.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, enfatizou que o objetivo agora é garantir a conformidade. “Nosso foco é avaliar a consistência dos planos e orientar o setor produtivo para que as metas de logística reversa no Amazonas sejam cumpridas com rigor”, declarou.
Próximos prazos e monitoramento
As empresas participantes já possuem um novo compromisso no calendário: até 31 de dezembro de 2026, deverão protocolar os Relatórios de Logística Reversa. Estes documentos devem comprovar o alcance das metas estabelecidas para os anos de 2024 e 2025, servindo de base para o monitoramento da efetividade ambiental no estado.
O papel da tecnologia e da legislação
O controle dessas informações ocorre via SISREV-AM, plataforma que integra dados de fabricantes, distribuidores e operadores logísticos. A ferramenta é essencial para assegurar a destinação ambientalmente adequada dos materiais recolhidos.
A logística reversa no Amazonas segue as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, promovendo a responsabilidade compartilhada. Ao integrar o retorno de embalagens e produtos ao ciclo produtivo, o modelo reduz a pressão sobre aterros sanitários e estimula o uso eficiente de recursos, consolidando uma economia mais sustentável na região.





