
A introdução da variedade híbrida Robustas Amazônicos transformou o cenário agrícola do estado nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, a área plantada saltou de 517 para 2.312 hectares, resultando em uma colheita recorde de 2,8 mil toneladas no último ano. O avanço é fruto do trabalho do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).
Desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Ufam, o café híbrido foi criado especificamente para as condições climáticas da região. Após testes experimentais em 2017 nos municípios de Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá, a cultura se consolidou como um dos pilares do desenvolvimento rural sustentável.
Estratégia e Assistência Técnica
O café é hoje um dos Projetos Prioritários (PP) do Idam. Segundo a diretora-presidente do instituto, Eliane Ferreira, sete municípios recebem acompanhamento técnico intensivo para alavancar a cultura.
“O café tem grande potencial para transformar a realidade dos nossos agricultores. Estamos presentes com técnicos capacitados para garantir que a tecnologia chegue ao campo”, destacou a gestora.
Para 2026, a programação inclui a implantação de uma nova Unidade Demonstrativa (UD) em Rio Preto da Eva, além de cursos de capacitação e “Dias de Campo”. Atualmente, já existem UDs em funcionamento em Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã e viveiros em distritos de Lábrea e Itacoatiara.
Crescimento em Números
A evolução da produção de café no Amazonas é expressiva quando comparamos os dados do último quadriênio:
| Indicador | Ano 2021 | Ano 2025 |
| Produção (toneladas) | 555,95 | 2.815,01 |
| Área Plantada (hectares) | 517,81 | 2.312,20 |
| Número de Cafeicultores | 600 | 1.411 |
Municípios de Destaque
O município de Apuí consolidou-se como o maior produtor do estado em 2025, atingindo 1.011 toneladas. Em seguida, aparecem Humaitá (720 toneladas) e Rio Preto da Eva (228 toneladas).
Também integram o mapa da produtividade os municípios de Envira, Guajará, Presidente Figueiredo, Silves, São Sebastião do Uatumã e o distrito de Vila Extrema (Lábrea), formando o cinturão estratégico da cafeicultura amazonense sob orientação do Idam.





