domingo, abril 26

FCecon promove ações de prevenção do câncer do colo do útero em evento nacional de saúde no Amazonas

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) marcou presença na 2ª Semana Nacional da Saúde, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Durante o evento, realizado nesta sexta-feira (10/04), a instituição focou em estratégias de conscientização e prevenção do câncer no Amazonas, apresentando instrumentais cirúrgicos, materiais educativos e atividades interativas no Ministério Público do Estado (MP-AM).

A abertura do encontro contou com o reconhecimento da Procuradora-Geral de Justiça, Leda Mara Nascimento de Albuquerque, ao trabalho da diretoria da FCecon e do Centro Avançado Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), destacando os avanços na infraestrutura oncológica do estado.

Educação e Letramento em Saúde

No hall do auditório, a FCecon montou um estande dedicado à educação em saúde. A gestora do Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DPCC), Nayara Cabral, explicou que o foco foi orientar magistrados e servidores sobre a importância da vacinação e do diagnóstico precoce.

Para aproximar o público da realidade clínica, a enfermeira Andréa Canto demonstrou o uso do colposcópio, equipamento essencial para a identificação de lesões pré-malignas, além de exibir os materiais utilizados nos procedimentos cirúrgicos preventivos.

O Impacto do Cepcolu na Saúde Pública

A médica Mônica Bandeira, chefe do Cepcolu, ministrou a palestra “Fortalecendo a prevenção terciária ao câncer do colo do útero no Amazonas”. Em sua fala, ela reforçou que a prevenção do câncer no Amazonas só é plena quando o sistema garante o tratamento imediato das lesões detectadas nos exames de preventivo e testes de DNA para HPV.

“O impacto do Cepcolu é humanitário e econômico, pois evita ocupação de leitos hospitalares, cirurgias de alta complexidade e, principalmente, salva vidas ao impedir a evolução da doença”, destacou a médica.

Cuidados Pós-Procedimento e Diagnóstico

Além da tecnologia, o evento reforçou a necessidade de seguimento médico. Mulheres que passam por procedimentos como a conização devem manter uma rotina de exames a cada seis meses, durante dois anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Essa vigilância contínua é o que assegura a eficácia do tratamento e a saúde a longo prazo da população feminina amazonense.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *