A amarga velhice
Vez ou outra encontro velhos amigos, mais velhos do que eu, mas que os conheço há muito tempo. Para minha surpresa, alguns deles não carregam o fardo da idade, como era de se esperar, porém andam com uma nuvem de amargura sobre suas cabeças.
Rabugentos, lamentam a vida que viveram e tudo não valeu a pena (e a alma se tornou pequena). Agora, os sonhos se fizeram pesadelos e negá-los virou um troféu de amargura e lamento.
São velhos amargos vivendo uma vida de negação da sua própria vida. É como se tudo que fizeram foi errado ou, pior, não reconhecem virtude alguma nos seus feitos. O tempo se fez um vendaval de insignificância.
Ao encontrar um desses amigos, ou amigas, ouço com respeito e atenção, mas como dói vê-lo com tanta amargura e desesperança na alma. A vida podia ser bem mel...
