
Nesta segunda-feira (06/04), data em que se celebra o Dia Mundial da Atividade Física, o Ministério do Esporte (MEsp) apresentou uma iniciativa estratégica para a inclusão: o Guia de Atividade Física para Pessoas com TEA. A publicação oferece orientações técnicas e pedagógicas para promover a saúde e a qualidade de vida de pessoas neurodiversas, unindo as celebrações ao Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril.
O documento adapta as recomendações gerais de saúde às especificidades do Transtorno do Espectro Autista, priorizando a individualização das práticas. O objetivo central é superar barreiras sensoriais e sociais que, muitas vezes, afastam esse público das práticas esportivas tradicionais.
Adaptação de ambientes e barreiras sensoriais
Diferente de manuais convencionais, o Guia de Atividade Física para Pessoas com TEA foca na acessibilidade dos espaços. O material reconhece que fatores como ruídos intensos, iluminação excessiva e o contato físico podem ser obstáculos significativos.
A publicação destaca que o esporte, quando bem orientado, funciona como uma poderosa ferramenta de:
- Interação Social: Melhora da comunicação e convivência;
- Regulação Emocional: Redução de quadros de ansiedade e melhora do sono;
- Desenvolvimento Cognitivo: Estímulo à memória, atenção e funções executivas.
Recomendações por faixa etária e apoio à família
Baseado nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o guia organiza as atividades por idade. Para crianças e adolescentes, o foco recai sobre o desenvolvimento motor e atividades lúdicas que reduzem comportamentos repetitivos. Para adultos e idosos, a prioridade é a manutenção da funcionalidade e da saúde mental.
Para auxiliar familiares e profissionais, o guia sugere estratégias práticas, como o uso de suportes visuais e cronogramas estruturados, que facilitam a compreensão das tarefas e diminuem a ansiedade dos praticantes.
Capacitação profissional e empatia
Um capítulo exclusivo do material é dedicado à formação de educadores físicos e treinadores. O Ministério do Esporte reforça que a acessibilidade vai além da infraestrutura física, exigindo escuta qualificada e empatia para entender que cada pessoa com autismo possui um perfil sensorial único.





