sábado, abril 25

Dia Mundial da Doença de Chagas: FVS-RCP alerta para prevenção no Amazonas

Nesta terça-feira (14/04), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) celebra o Dia Mundial da Doença de Chagas. A data serve como um marco para reforçar a importância da informação atualizada e a adoção de medidas de prevenção em todo o estado, onde a realidade ambiental favorece a circulação de vetores.

A Doença de Chagas pode apresentar sintomas que se confundem com outras enfermidades. Entretanto, se não houver o tratamento adequado, a infecção pode evoluir para complicações sérias na saúde ao longo dos anos.

Vigilância e Segurança Alimentar no Amazonas

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que o enfrentamento exige ações integradas. “O monitoramento e a orientação permitem que as pessoas reconheçam os riscos e adotem cuidados no dia a dia”, destaca.

Uma das principais frentes de combate é a segurança alimentar. O diretor de vigilância sanitária, Jackson Alagoas, informou que uma nova portaria está em fase final para orientar batedores de açaí e municípios. Segundo a nutricionista Thabata Padilha, o foco é reduzir os riscos em alimentos de alto consumo regional, garantindo um processamento seguro.

O que é e como ocorre a transmissão

A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Sem o manejo correto, ela pode atingir a fase crônica, afetando gravemente o coração e o sistema digestivo. Conheça as formas de contágio:

  • Transmissão por vetor: Ocorre através do barbeiro, inseto que vive em matas e frestas de residências. O parasita entra no organismo quando a pessoa coça o local da picada contaminada.
  • Transmissão oral: Acontece pela ingestão de alimentos contaminados, como açaí e cana-de-açúcar, caso o inseto seja processado junto ao fruto ou caldo.

Medidas de Prevenção e Cuidados

Para evitar a presença do vetor, é fundamental manter a casa limpa, vedar frestas em telhados e paredes, e utilizar telas em janelas. O uso de inseticidas deve ser feito apenas sob orientação técnica.

Já para prevenir a contaminação oral, a regra de ouro é a higienização rigorosa. Consumidores devem verificar a procedência dos alimentos e as condições de preparo para garantir que o risco de contaminação seja minimizado.

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