A população idosa de Manaus passa a contar com uma nova iniciativa para facilitar o acesso à Justiça. A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) lançou, nesta sexta-feira (16), o projeto “Direitos que Chegam”, com atendimentos jurídicos em comunidades e visitas domiciliares para pessoas com dificuldade de locomoção.
A primeira ação foi realizada na Associação de Idosos Paz e Bem, no bairro Tarumã, zona oeste da capital, por meio do Núcleo de Atendimento, Promoção e Proteção dos Direitos da Pessoa Idosa (Nuappi).
O projeto prevê atendimento em associações comunitárias, instituições de longa permanência, hospitais, comunidades rurais e bairros distantes. A iniciativa busca reduzir barreiras como falta de transporte, dificuldades de mobilidade, exclusão digital e problemas de saúde.
Durante as ações, serão oferecidas orientações jurídicas, avaliação de demandas que possam resultar em medidas judiciais ou extrajudiciais e encaminhamentos à rede de proteção.
Segundo o coordenador do Nuappi, defensor público Marcelo Pinheiro, a proposta é aproximar a instituição de idosos que precisam de assistência, mas não conseguem chegar às unidades de atendimento.
Visitas domiciliares ampliam atendimento
Além dos atendimentos na associação, a equipe da Defensoria visitou idosos acamados em suas residências. A medida beneficia pessoas que não conseguem se deslocar até os serviços públicos.
Uma das atendidas foi uma idosa de 81 anos que sofreu uma fratura no fêmur. A filha, Claudia Mileide, destacou a importância da visita diante das dificuldades para transportar a mãe, que utiliza cadeira de rodas.
A ação também beneficiou Antonia da Silva, de 63 anos, que enfrenta dificuldades para conseguir atendimento médico devido a um problema neurológico. Ela buscou orientação jurídica para tentar viabilizar o acompanhamento de saúde.
Projeto vai mapear dificuldades da população idosa
De acordo com Renata Visco, diretora de Estratégia e Inovação Organizacional da DPAM, o projeto também pretende criar um banco de dados com as principais dificuldades enfrentadas pelos idosos no acesso aos serviços públicos.
As informações deverão contribuir para identificar problemas recorrentes, orientar medidas judiciais e extrajudiciais e aprimorar políticas públicas voltadas à população com 60 anos ou mais.
A iniciativa conta ainda com o apoio de lideranças comunitárias e instituições que atuam na proteção da pessoa idosa, fortalecendo a rede de atendimento e ampliando o acesso à assistência jurídica gratuita.





