
A separação de um casal pode trazer desafios para toda a família, especialmente quando há filhos envolvidos. Para ajudar pais e mães a preservar os vínculos afetivos e priorizar o bem-estar das crianças, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) promoveu, neste sábado (22), uma manhã de atividades interativas do projeto “Conviver”.
A iniciativa reuniu famílias que participaram da primeira turma do projeto e outras que estão iniciando o acompanhamento. Durante as atividades, pais, mães e crianças puderam compartilhar experiências e receber orientações sobre guarda compartilhada, convivência familiar e manutenção dos vínculos afetivos após a separação.
Ex-casal busca preservar convivência com os filhos
Cristiane Ribeiro, 33, e Weidson Dias, 35, estão separados há cinco meses e são pais de três crianças, com idades entre 3 e 8 anos. Apesar das dificuldades decorrentes do fim do relacionamento, a principal preocupação do ex-casal é garantir o bem-estar dos filhos.
Cristiane conta que o processo de separação tem sido difícil, mas percebeu que a presença do pai na rotina das crianças tem contribuído para uma convivência mais saudável.
“Eles precisam do pai presente. Eu não posso impedir isso. A gente conversou e resolveu ter uma convivência amigável. Ele vê as crianças todos os dias, saímos juntos para lanchar, passear etc. É algo importante para as crianças”, declarou.
O casal procurou a Defensoria Pública para regularizar o divórcio e definir a guarda dos filhos. Além da assistência jurídica, a família será acompanhada por uma equipe multidisciplinar formada por assistente social e psicóloga.
Projeto busca reduzir impactos da separação nas crianças
Idealizadora do projeto e coordenadora da área de Família da Defensoria, a defensora pública Petra Sofia explica que o “Conviver” busca garantir o direito das crianças de crescerem em um ambiente saudável, oferecendo aos pais suporte durante o processo de separação.
“Isso faz parte do papel da Defensoria Pública, de transformação social e educação em direitos, algo que levamos muito a sério. E esse momento de reunião foi importante para nós, da equipe, e para as famílias”, afirmou.
A proposta é oferecer apoio para que os pais consigam estabelecer uma rotina de convivência que preserve a participação de ambos na vida dos filhos, mesmo após o fim do relacionamento.
Acordos consideram rotina das crianças
A assistente social do projeto, Samanta Crolman, explica que as famílias são orientadas na construção de acordos que levem em consideração as necessidades tanto dos pais quanto das crianças.
O planejamento inclui a definição de um calendário de convivência, a divisão das responsabilidades e a participação dos filhos na rotina das duas casas. Atividades como levar as crianças à escola, acompanhar tarefas e demais compromissos fazem parte das responsabilidades que podem ser organizadas entre os pais.
“As famílias passam por uma oficina promovida pela Defensoria. Também ajudamos a montar o acordo, o calendário de convivência e o plano de parentalidade, definindo quem faz o quê de acordo com a rotina das crianças”, detalhou.
Famílias relatam mudanças positivas
Entre as participantes do projeto está Yanna Reis, 32, que é acompanhada pelo “Conviver” desde 2024. Durante as atividades deste sábado, ela recebeu o certificado de participação na iniciativa.
Yanna e o ex-marido, Horlan Adonay, compartilham de forma igualitária a guarda da filha, de 6 anos, dividindo as responsabilidades relacionadas à criança.
Para ela, o acompanhamento oferecido pela Defensoria trouxe mudanças positivas para a convivência familiar.
“A Defensoria tem sido primordial. Sentimos os efeitos desse acompanhamento, da equipe ir lá, conversar com a gente. Tem sido muito bom para o nosso convívio. Melhorou tudo para a gente e para a nossa filha”, relatou.
Equipe multidisciplinar
Além da defensora pública Petra Sofia e da assistente social Samanta Crolman, o projeto “Conviver” conta com a participação da assistente social Taciana Costa, da analista jurídica Leticia Araújo e da psicóloga Priscilla Correia.
Com orientação jurídica e acompanhamento multidisciplinar, a iniciativa busca auxiliar famílias durante o processo de separação, fortalecendo a corresponsabilidade dos pais e contribuindo para que crianças e adolescentes mantenham vínculos afetivos e uma convivência equilibrada com ambos.




