domingo, abril 26

Ipaam e UEA firmam parceria para análises ambientais de contraprova

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) oficializou, nesta quarta-feira (08/04), a Portaria nº 45/2026, que estabelece os laboratórios da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) como referência oficial para análises ambientais de contraprova. A assinatura ocorreu durante o 10º Encontro do Grupo Técnico Agenda Azul da Amazônia Legal, em Manaus.

Com a nova medida, o grupo de pesquisa “Química Aplicada à Tecnologia” da UEA dará suporte técnico ao órgão ambiental, permitindo a validação independente de dados apresentados em processos de licenciamento e fiscalização.

Reforço na fiscalização e segurança jurídica

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a portaria resolve uma lacuna técnica histórica. Até então, o órgão encontrava dificuldades para contestar ou confirmar resultados laboratoriais de terceiros.

“A universidade passa a ser o laboratório de contraprova para recursos hídricos e estações de tratamento. Com isso, teremos mais segurança para verificar análises de efluentes e agir com rigor em casos de infração ambiental”, destacou Picanço. Na prática, o Ipaam ganha “braços laboratoriais” para auditar suspeitas de poluição em rios e solos com embasamento científico.

Capacidade tecnológica da UEA

A estrutura colocada à disposição do estado é considerada uma das mais robustas da região Norte. O professor Rafael Lopes e Oliveira, representante da UEA, enfatizou que a universidade possui tecnologia de ponta para realizar análises ambientais complexas em água, ar e solo.

“A UEA integra o Ipaam a um grande escopo de conhecimento técnico e tecnológico. Possuímos, possivelmente, o maior laboratório da região para atender às demandas químicas que o monitoramento ambiental exige”, afirmou o docente.

Histórico de cooperação

A parceria entre as instituições vem sendo consolidada desde 2021, com destaque para o monitoramento realizado pelo barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira. Agora, com a formalização da portaria, o estado eleva o rigor técnico e a transparência nas decisões que envolvem a preservação dos recursos naturais do Amazonas.

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