
Estudantes da Escola Estadual Governador Plínio Ramos Coelho, em Humaitá (AM), transformaram a sala de aula em um laboratório de investigação científica. Com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fapeam, o projeto analisou a composição química de alimentos industrializados, focando nos impactos que aditivos e conservantes causam à saúde e ao meio ambiente.
Coordenado pela professora de química Ana Thais Gomes de Oliveira, o estudo faz parte do Programa Ciência na Escola (PCE). O objetivo central foi capacitar alunos da 3ª série do Ensino Médio para identificar os perigos dos produtos ultraprocessados e promover o consumo de alimentos naturais.
Ciência na prática e impacto na comunidade
A metodologia do projeto uniu teoria e experimentação. Além de estudarem os rótulos e a química por trás dos produtos, os jovens realizaram estudos de campo e análises laboratoriais. Essa vivência resultou na criação de um e-book de receitas saudáveis e de um perfil digital para disseminar informações científicas.
Ao todo, a iniciativa alcançou cerca de mil pessoas, entre estudantes, familiares e moradores de Humaitá. Segundo a coordenadora, os alunos deixaram de ser apenas ouvintes para se tornarem multiplicadores de saúde.
O papel da Fapeam e a consciência ambiental
O suporte financeiro e institucional da Fapeam foi destacado como o pilar para o sucesso da pesquisa. “O apoio permitiu que o tema fosse tratado de forma didática, incentivando o protagonismo estudantil e gerando reflexões profundas sobre saúde no ambiente escolar”, afirmou Ana Thais.
Além da nutrição, o projeto abordou a sustentabilidade. O grupo discutiu como o consumo excessivo de industrializados aumenta o descarte de embalagens, gerando poluição local. Assim, a pesquisa incentivou práticas que protegem tanto o corpo quanto o ecossistema.
Sobre o Programa Ciência na Escola (PCE)
O PCE é uma iniciativa que fomenta a pesquisa científica e a inovação tecnológica entre professores e alunos da rede pública do Amazonas. O programa abrange desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio, incluindo modalidades como EJA e educação indígena, consolidando a ciência como ferramenta de transformação social no interior do estado.





