
O Ministério da Educação (MEC) concluiu, no último sábado (11/04), o 2º Encontro Nacional de Educação em Direitos Humanos e Diversidades. O evento, que teve como tema central a educação midiática, reuniu especialistas e educadores para debater a integração de competências digitais e valores cidadãos no currículo escolar, respondendo aos desafios da era da desinformação.
Promovido pela Secadi em parceria com a Secom e universidades federais, o encontro é um desdobramento de um programa que já capacitou mais de 6,4 mil profissionais da educação básica em todo o Brasil. A iniciativa reforça a importância da educação midiática como pilar para a promoção e defesa da diversidade nas redes sociais e salas de aula.
Atualização do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos
Durante a mesa-redonda de encerramento, o coordenador-geral Erasto Fortes Mendonça destacou que o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos está passando por uma atualização estratégica. O objetivo é refletir a transição da influência da televisão para a centralidade das mídias digitais na formação de valores da juventude.
“A internet, hoje, tem um papel muito mais fundamental do que a televisão na construção de valores. Por isso, a atualização do plano trará o componente de mídias digitais como prioridade”, pontuou Mendonça. Para o MEC, a escola é o espaço ideal para desenvolver o senso crítico necessário para navegar no complexo comunicacional contemporâneo.
Formação Continuada e Desafios Institucionais
Os debates contaram com a participação de membros da Secom e especialistas da UFU e UnB. O consenso entre os participantes é que a formação continuada de professores é essencial para que a educação básica não seja apenas uma mediadora, mas um campo ativo de vivências democráticas.
Com o encerramento das atividades, o programa consolida-se como uma das principais frentes do Governo Federal para combater discursos de ódio e fortalecer a democracia por meio do conhecimento técnico e ético no ambiente virtual.





